julho 3, 2009

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PROCESSO

julho 3, 2009

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Este grupo cênico performático, de pesquisa e criação, surgiu a partir da união de três artistas da cena com diferentes trajetórias: Emyle Pellegrim que veio do Balé Clássico e do ensino de dança; Danielle Milioli, com formação em Dança Contemporânea e Lilian Marques que veio do Teatro duma vertente em que a corporalidade é o fundamento.

Por mais que a criação pelo corpo estivesse (e esteja) reunindo as três em torno de um labor em comum, as diferenças entre a expressão de cada uma era evidente. Dispostas a tomar isso como uma qualidade, decidiram investir na pesquisa de uma linguagem cênica que abrisse espaço e potencializasse estas singularidades.

A pesquisa passou a ser o estabelecimento dos “entres”, ou seja, a busca de dar concretude àquela matéria invisível que conecta os corpos, os tempos, os olhares, e que gera novas e infinitas percepções. Novos possíveis relativos aos olhares habituados ao cotidiano.

A visualidade já pairava sobre esta relação que nascia. Em sintonia com estes desejos e movimentos surgiu o encontro com a obra de Herê Fonseca: Oscilações. O grupo tomou para si como primeira experiência a criação de uma performance para a abertura da exposição deste artista que se propõe a esculpir com vazios.

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Com o intuito singelo de multiplicar os olhares sobre esta obra nasce Entremeios. Esculpindo o espaço junto com a obra que paira, pendurada delicadamente por fios de nylon, e junto com o público que vê e ocupa com sua energia e seu volume concretos, uma espacialidade única a cada novo movimento.

Os “entres” se multiplicam também na relação das artes cênicas com as artes visuais. Está se configurando um processo artístico desterritorializado que  cabe no teatro, na dança ou nas artes visuais e ao mesmo tempo não cabe e

m nenhum desses lugares. Se relacionando com o nascente conceito de “instação coreográfica”,  Entremeios é muito mais um processo do que um produto e en

contra agora, no híbrido da performance espaço para devir.

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Este grupo cênico performático, de pesquisa e criação, surgiu a partir da união de três artistas da cena com diferentes trajetórias: Emyle Pellegrim que veio do Balé Clássico e do ensino de dança; Danielle Milioli, com formação em Dança Contemporânea e Lilian Marques que veio do Teatro duma vertente em que a corporalidade é o fundamento.

Por mais que a criação pelo corpo estivesse (e esteja) reunindo as três em torno de um labor em comum, as diferenças entre a expressão de cada uma era evidente. Dispostas a tomar isso como uma qualidade, decidiram investir na pesquisa de uma linguagem cênica que abrisse espaço e potencializasse estas singularidades.

A pesquisa passou a ser o estabelecimento dos “entres”, ou seja, a busca de dar concretude àquela matéria invisível que conecta os corpos, os tempos, os olhares, e que gera novas e infinitas percepções. Novos possíveis relativos aos olhares habituados ao cotidiano.

A visualidade já pairava sobre esta relação que nascia. Em sintonia com estes desejos e movimentos surgiu o encontro com a obra de Herê Fonseca: Oscilações. O grupo tomou para si como primeira experiência a criação de uma performance para a abertura da exposição deste artista que se propõe a esculpir com vazios.

Com o intuito singelo de multiplicar os olhares sobre esta obra nasce Entremeios. Esculpindo o espaço junto com a obra que paira, pendurada delicadamente por fios de nylon, e junto com o público que vê e ocupa com sua energia e seu volume concretos, uma espacialidade única a cada novo movimento.

Os “entres” se multiplicam também na relação das artes cênicas com as artes visuais. Está se configurando um processo artístico desterritorializado que cabe no teatro, na dança ou nas artes visuais e ao mesmo tempo não cabe em nenhum desses lugares. Se relacionando com o nascente conceito de “instação coreográfica”, Entremeios é muito mais um processo do que um produto e encontra agora, no híbrido da performance espaço para devir.

OLHARES

julho 3, 2009

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‘A obra “Entremeios” não é sujeito, nem objeto, configura-se como ambos, é pois, como definiria Bruno La Tour, uma coisa que está no meio, que ocorre por mediação, por tradução.’

‘Os corpos entram nas esculturas, as esculturas entram nos corpos e esse movimento vai sugerindo diversos olhares para a instalação, para a performance, para a arte, para os corpos, para os limites que nos impomos e que nos são impostos…’

‘Em Entremeios as esculturas retorcidas, espaciais, com a leveza que até um sopro movimenta e que sugerem formas instigantes ao dialogo com o público estendem sua aura na concretude dos corpos que adentram na intimidade da incompletude dos espaços, e …o completam. ENTREMEIOS sugere, portanto, a completude provocada por uma arte contemporânea que permite a intrusão e esta permissão dirige os corpos que deparam-se com intermitentes  modificações tempo-espaciais. Estas modificações vem interessando as artistas que despertaram para a construção desta instalação coreográfica, que tem as esculturas e o público como esculpidores do tempo e do espaço, sugerindo a cada fazer um refazer.’

FICHA TÉCNICA

julho 3, 2009

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Performers:

Danielle Milioli,

Emyle Pellegrim e

Lilian Marques.

OSCILAÇÕES:

Exposição de Herê Fonseca.

SESC Arsenal

Cuiabá – MT

2009

Fotos: Rai Reis

Currículo Performers:

Danielle Milioli é psicóloga graduada pela Universidade Estadual de Santa Catarina (UNESC), professora universitária e possui formação em dança contemporânea; Emyle Pellegrim é bailarina e professora de dança (Advanced e Teaching Certificate da RAD), produtora cultural e mestranda em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso; Lilian Marques é atriz, graduada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e arte-educadora.

REPORTAGEM

julho 3, 2009

Folha do Estado, Cuiabá 9 de junho de 2009

Folha do Estado, Cuiabá 9 de junho de 2009

Abertura da Exposição de Herê Fonseca: Oscilações, no SESC Arsenal

fragmento do texto anterior

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